Metaverso – Entendendo Oportunidades

Hoje, cada vez mais, ouvimos debates sobre o metaverso, além de reportagens e ações de grandes empresas em torno da novidade. O time de Customer Insights & Experience da GFT está olhando há um certo tempo para este assunto e resolveu dividir um pouco mais sobre ele. Então, vamos lá!

 

O que é? Nunca viu e nem ouviu?

Parece brincadeira, mas a primeira vez foi usada a palavra Metaverso, foi no livro Snow Crash, escrito por Neal Stephenson, em 1992. Aí você me pergunta: Ok, Mas o que ele é?!
Imagine uma imensa rede expansiva de vários mundos e comunidades virtuais interconectadas: alguns metaversos podem ser em 2D e outros em 3D, que suportam a continuidade da sua identidade, com atividades (e até possibilidades) ilimitadas em tempo real, acessando experiências, negócios e pessoas (terrenos, edifícios, produtos, objetos, empresas, trabalhos, avatares, história, eventos, tokens, áudios, pagamentos, investimentos e direitos autorais, show virtual, viagens online, compra e prova de roupas digitais e acessórios…). Ou seja, são os aspectos da vida física e da vida on-line juntos, podendo viver e conviver num mesmo ambiente.

Hoje…

Você pode até comentar: “Poxa, mas lembro de anos atrás, jogos como Second Life e outros que traziam uma proposta semelhante”. Sim, mas pensem no Metaverso como uma estrutura, criada um pouco antes do seu tempo. Sua implementação ainda não pode fazer parte do dia a dia, seja por conta da tecnologia para suportar sua disseminação, cultura, funções para uso, e ou benefícios aos negócios. Portanto, sem alguns destes fatores, este tipo de inovação acaba entrando em um estado de hibernação, podendo até desaparecer.

Hoje, com novas tecnologias e modelos de negócios, as empresas e as pessoas começaram a ver inúmeras possibilidades e benefícios em investir e utilizar o que chamamos hoje de Metaverso.

Para ter uma ideia, o Matthew Ball (famoso especialista em risco) avaliou o Metaverso em 500.000 milhões de dólares, com expectativa de chegar a 800.000 milhões perto da próxima década e 2,5 bilhões em 2030. Mas como ele chegou nestes números?

Notem que cada vez mais ficamos sabendo que grandes empresas e famosos estão investindo, desenvolvendo e entrando no Metaverso. Rapidamente podemos citar a Sony, Microsoft, Snoop Dogg, Alibaba, Coca-cola, a instituição financeira JPMC, o ministério de tecnologia da Coréia do Sul, os fabricantes de chips Nvidia e o Facebook, que até mudou o nome para Meta. Mas até Zuckerberg reconheceu publicamente que “nenhuma empresa” construirá o metaverso por si só, sozinha.

Outro grande nome, Richard Kerris, vice-presidente da plataforma Omniverse da Nvidia, afirmou também:

“É importante que o metaverso seja aberto e extensível, para que você possa se teletransportar para mundos diferentes, seja por uma ou outra empresa, ou da mesma forma que navegamos de uma página web para outra.”

Hoje, as empresas de videogames estão liderando essa tecnologia, devido ao seu modelo de interação. Podemos citar, por exemplo, a Epic Games (empresa do jogo Fortnite), que conseguiu US $1 bilhão em investidores para construir o metaverso em seus jogos. O Roblox é outra empresa que inova no setor – criando um modelo onde as pessoas podem se unir dentro de milhões de experiências para aprender, trabalhar, jogar, criar e socializar.

 

Oportunidades

Cada vez mais estamos desenvolvendo modelos de negócios para gerar oportunidades no metaverso. Exemplo disso são as NFT, produtos físicos ou artes digitais comprados diretamente no metaverso, além de experiências como shows, eventos corporativos com clientes ou internos, acesso a lugares exclusivos até por famosos e VIPs, contatos com empresas como: bancos e instituições financeiras, publicidades, terrenos e testes ou simulações de produtos ou ambientes como prédios e fábricas antes da sua construção. Podemos socializar, trabalhar, fazer transações, jogos e criar inúmeras coisas.

Pesquisas feitas pela Business Futures mostraram que:

 47% dos consumidores estão dispostos a pagar um adicional por um produto que poderiam personalizar por meio do uso de tecnologias imersivas.

E 87% dos altos executivos disseram que será importante para o sucesso de sua organização, construir ambientes físicos e virtuais mais imersivos, que redefinem os lugares onde as pessoas trabalham, aprendem, socializam e fazem compras.

 

O que estamos vendo é um grande ecossistema para contato de clientes com outros clientes, com marcas, empresas, consultas com especialistas, compras de produtos, serviços, experiências imersivas em eventos, transações financeiras, testes e até coleta de dados. Tudo isso já é possível hoje!

Claro que como em tudo nos negócios e na vida, há riscos. Por exemplo: o acesso às nossas rotinas, gostos ou opiniões (por isso, a LGPD deve evoluir com o Metaverso), riscos em transações bancárias, bullying, roubo dos nossos avatares, etc. Porém, não há dúvidas que as empresas já estão se preparando cada vez mais contra ataques cibernéticos e investindo em cibersegurança.

 

Conclusão

O Metaverso é um caminho sem volta e com inúmeras direções, mas sempre para frente e a GFT já está se preparando para evoluir neste universo de possibilidades, através do desenvolvimento de produtos e serviços digitais de forma impactante, inovadora e segura!

Vamos voar juntos!

 

Referências

Livro abundância

Livro Snow Crash

The Metaverse

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