Qual o futuro da Experiência do Usuário?

Hoje vivemos o momento da quarta revolução da tecnologia. Os avanços dessas tecnologias nos levarão a mudanças que impactarão quase toda a realidade que conhecemos: modos de vida, de consumo e das relações, negócios, políticas etc.

A exponencialidade tecnológica e seus aspectos combinatórios indicam que em poucos anos, o modelo da interação humano-máquina terá novas formas e possibilidades, que até então estavam presentes somente no mundo imaginário ou nos efeitos especiais cinematográficos.
A partir disso, mudanças de paradigmas serão constantes, novos comportamentos e necessidades surgirão, e com isso, oportunidades para novos modelos de negócio que atendam as demandas de consumidores e usuários.

Diante desta realidade, e na intenção de entender as possibilidades de futuro, o time de Customer Insights & Experience da GFT Brasil imergiu em um workshop em Foresight, com o tema: “Experiência do Usuário”, tendo o horizonte temporal para 2035.

Os principais findings foram:

Fusão entre Tecnologia e Experiência

A partir de sinais atuais, os silos de Tecnologia e de Experiência (UX, CX, UI e demais áreas do Design de Interação) deixam de existir e essas áreas passam a unir seus times. Isso, porque cada vez mais, a tecnologia assumirá o papel de “meio”. Viveremos conectados a dispositivos, sem necessariamente pensar em qual tecnologia está ali empregada.
Wearables, robôs assistentes e assistentes virtuais passam a fazer parte do nosso dia a dia, estando integrados a tal ponto, que as tecnologias não são mais percebidas. Elas são parte da experiência, que cada vez mais, será phygital, omnichannel, inclusiva, personalizável, prática e imersiva.

Visão sistêmica

Pense como era há 20 anos. Aquela realidade frente à atual é discrepante. Hoje, o Experience Design abrange muitas áreas de conhecimento. Por isso, os profissionais precisam saber resolver questões que antes eram dedicadas exclusivamente ao time técnico e jurídico. Usabilidade, Acessibilidade, Satisfação e Segurança são necessidades básicas. Desejabilidade, Ética e Sustentabilidade já estão na pauta atual, e devem se tornar default amanhã.

A evolução tecnológica abre caminhos e possibilidades que os Designers precisam estar preparados para explorar diante de toda a combinatoriedade proporcionada por ela.
E não se pode esquecer do fator Integração: toda experiência é o resultado da integração de um ecossistema. Pensar nas conexões entre serviços, produtos, dispositivos, necessidades de uso, disponibilidade de internet etc., remete à ressignificação dos processos de design.

Design de Experiência como ferramenta de inclusão social

Há um grande risco que existam “universos paralelos” mais acentuados do que os atuais: uma segregação decorrente ao acesso ou não às novas tecnologias: os primeiros, com a possibilidade de experiências inclusivas, imersivas e personalizáveis nos ambientes físico, digital, virtual e em metaniversos (união de diferentes metaversos); já para os não privilegiados, exclusão e um quase freeze na evolução tecnológica.
A partir de um pensamento sistêmico, o Design pode incluir os diversos perfis de pessoas e dá-las acesso às soluções, para que seja algo natural e para todos.

Processos sustentáveis

Para o desenvolvimento de plataformas há o GreenCoding – práticas para criação de códigos com desperdício zero, reduzindo o consumo de energia e diminuindo a pegada de carbono dos sistemas.
Para o design de produtos físicos e embalagens, também existem boas práticas visando a sustentabilidade.
E para o design de produtos digitais e de interação humano-máquina? – O papel do Design Ops e a aplicação de Design System auxiliam, mas ainda estão longe da sustentabilidade na prática como um todo.
Acreditamos que até 2035 os processos sejam estruturados para serem assertivos, mitigadores de refações e Green.

Green by Design

A partir de uma visão sistêmica, de processos e de produções sustentáveis, a Experiência passará a ser “verde” do início ao fim.

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