Mensuração DevOps (DORA)

Quando falamos de DevOps não existe uma definição concreta e específica. Porém, trata-se de um movimento cultural e organizacional com o        intuito de agregar valor ao cliente final com o maior número de entregas, garantindo qualidade, velocidade e confiabilidade.

Resumo

Atualmente a maioria das empresas já adotaram o DevOps, mas será que todos estão cientes do que realmente é? Podemos medir a nossa maturidade de DevOps e enxergar qual caminho devemos seguir?

Nesse artigo, o meu objetivo é falar sobre como medi-lo, utilizando estudos referentes ao DevOps Research and Assessment (DORA).

Introdução

O que é DevOps, afinal? Resumidamente, não existe uma definição a qual todos utilizam, algumas definições dizem que é uma cultura, outras dizem que se trata de unir o time de desenvolvimento com o time de operação e ainda temos os que definem serem ferramentas para automatizar. Todas as definições estão corretas, em partes, DevOps é um movimento cultural e organizacional com o intuito de agregar valor ao cliente final com maior número de entregas, garantindo qualidade, velocidade e confiabilidade.

Porém, para podermos usufruir dos benefícios existe uma série de princípios que devemos seguir e validarmos para confirmar que estamos de fato no caminho certo. Dentro da literatura existe um acrônimo da língua inglesa conhecido como CALMS (Culture, Automation, Lean IT, Measure, Share) o qual o DevOps se baseia.

O Google DORA, após seis anos de pesquisas ao redor do mundo com os mais variados tipos de empresas, identificou quatro métricas que ajudam a identificar a performance do seu ciclo de desenvolvimento.

São elas:

  • Frequência de entregas;
  • Lead time para mudanças;
  • Tempo de restauração;
  • Taxa de falha de mudança.

Tipos de perfis de performance

O DORA dividiu os perfis em quatro tipos:

  • Elite;
  • High;
  • Medium;
  • Low

 Para cada um dos perfis foram analisados as quatro principais métricas:

  • Deployment Frequency (frequência de entregas);
  • Lead time for changes (lead time para mudanças);
  • Time to restore (tempo de restauração);
  • Change failure rate (taxa de falhas de mudança).

Métricas de performance

Tabela 

De acordo com as respostas de cada uma das métricas, é possível saber qual o seu tipo de perfil por métrica:

Por meio das pesquisas realizadas pelo Google DORA foi possível fazer um comparativo entre os perfis Elite e Low, que gerou o seguinte resultado:

Com esses números é possível ver a importância de aplicarmos os princípios do DevOps de forma adequada, de acordo com o momento de cada time e os seus objetivos.

Frequência de entrega

Qual a frequência de entregas que o seu time tem feito? Diária, semanal, mensal?

Comparando os níveis, foi visto que o mais baixo faz cerca de 12 entregas (deploys) em produção por ano, em média. Enquanto isso, o mais alto faz a média de 1460, ou seja, quatro entregas (deploy) por dia.

Para o nível mais alto, com quatro entregas por dia, foi considerado um número conservador em comparação com a empresa CapitalOne, que efetua 50 entregas por dia e por produto.

(8 In 2017: https://www.informationweek.com/devops/capital-one-devops-at-its-core/d/d-id/1330515)

Lead time para mudanças

Quanto tempo em média leva do commit até o release em produção? Seguindo o comparativo ainda entre o nível mais alto (Elite) e o mais baixo (Low), foi identificado que o Elite leva menos de um dia para levar os commits efetuados no Código pelo desenvolvedor até a produção, enquanto para o nível mais baixo, é de um a seis meses.

Tempo de restauração

Quanto tempo em média o seu time leva para fazer um reparo de algum erro que ocorreu na produção? Para os times de alta performance (Elite) temos a média de uma hora para restaurar o sistema corrompido, enquanto os times de baixa performance têm levado cerca de semanas ou até meses.

Taxa de falha de mudança

Qual é a porcentagem de erros por releases em produção? Por mais que o seu time faça entregas com uma velocidade alta, é importante estar atento à taxa de falhas ao decorrer dessas entregas! Na pesquisa foi identificado que os times de alta performance têm uma taxa entre 0-15%, enquanto os de baixa performance geram cerca de 40-60% de falhas.

Conclusão

Nesse artigo falamos um pouco sobre como mensurar os quatro pilares importantes que o DevOps influencia diretamente. Esses estudos são referentes ao DORA, para mais informações e acesso ao material completo, segue o link: https://cloud.google.com/devops/state-of-devops

É importante identificarmos como anda a maturidade do nosso DevOps e então tomarmos as ações necessárias para melhorá-lo. Atualmente no mercado é possível encontrar ferramentas que ajudam a identificar esses pontos, por meio de KPIs dos dados atingidos pelas ferramentas utilizadas para implementar os princípios do DevOps.

Referência

DORA – https://www.devops-research.com/research.html

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