Sustentabilidade com Codificação

Todos somos responsáveis pela redução da emissão de CO2 e, consequentemente, com esse impacto no aquecimento global. Governos, empresas e organizações estão cada vez mais comprometidos em conter as emissões de gases que provocam o efeito estufa. Durante a Cúpula do Clima, que contou com a participação de 40 nações, o presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, reconheceu que o país não está fazendo o suficiente para conter o aquecimento global e anunciou metas mais ambiciosas de corte nas emissões de poluentes. 

Como as empresas de Tecnologias da Informação e Comunicação podem ajudar nessa redução?

Você sabia que atualmente é necessário 1% de toda a energia gerada globalmente para alimentar os data centers? Em 2030 esse percentual pode chegar aos incríveis 30%, se somado às estruturas das TIC. Então, podemos presumir que cada linha de código gera um impacto no consumo de energia que resulta na emissão de CO2.  

E como os profissionais de TI podem gerar impacto direto na eficiência energética?

Simplesmente ao escolher formas mais inteligentes de arquitetura, recursos, codificação, estabilidade, boas experiências de usuário, tempo de utilização de processamento e alocação de memória/espaço.

Para guiar os profissionais foi criado um programa inovador chamado Green Coding, que implementa no desenvolvimento de softwares a sustentabilidade, sendo um fator fundamental para ajudar na redução de emissão de gases de efeito estufa, por meio de três pilares:

Aplicar o programa significará adicionar uma nova questão ao processo de design de software, o que coloca também em foco a eficiência energética, que por consequência oferecerá economia financeira e melhores soluções. Vamos verificar alguns exemplos desses pilares.

Lógica

 Você sabia que cada linguagem gera um impacto diferente no consumo de energia? Conforme um estudo apresentado pelo GreenLab, é possível efetuar uma comparação por meio de um fator entre as linguagens. Isso leva em conta a taxa de utilização de tempo de processamento, alocação de memória e armazenamento. Claramente, essa escolha de uma linguagem não pode simplesmente ser baseada nessa métrica, pois também temos que colocar na conta os desenvolvedores, a facilidade da utilização, a manutenção, entre outros tantos fatores.

Ação Prática: Criar mecanismos para metrificar blocos de código de processamento, para que seja possível coletar os tempos e percentuais de utilização. Dessa forma gerar parâmetros comparativos que deverão ser usados para a avaliação de melhoria de performance e resultando em uma melhora na eficiência dos processamentos visíveis.

Metodologia

 Reutilização de resultados de projetos, seja em partes ou na sua totalidade, para que esses possam ser pesquisados ​​por membros da equipe, pessoas dentro da organização ou até mesmo pela comunidade em geral. Assim, as melhores práticas e resultados são rapidamente absorvidos e implementados.

Ação Prática: Criar um repositório com estudos de casos dos levantamentos de cenários de melhorias de projetos e das possíveis soluções que foram analisadas e posteriormente implementadas. Isso gera uma documentação que poderá ser consultada. Lembre-se, muitos projetos podem se beneficiar das implementações simples e que já foram testadas. 

Plataforma

 Aqui, a adoção de computação em nuvem faz todo o sentido. Dado que os recursos são facilmente provisionados, oferecem escalabilidades conforme a demanda de utilização e também oferecem recursos granularizados. Assim temos um conjunto perfeito para criar o ambiente com o tamanho exato de cada necessidade para o momento, o que evita o desperdício de super alocações para atender cenários imaginados. 

Ação Prática: Programar o desligamento automático de equipamentos ou desprovisionamento de recursos que não estejam sendo utilizados no momento, assim os ambientes deixam de funcionar enquanto não estão sendo utilizados ​​(noite, fins de semana, etc.).

O programa GreenCoding está dando os seus primeiros passos, contudo a sua adoção do processo de desenvolvimento de soluções com sustentabilidade é uma responsabilidade de todos. Os recursos do nosso planeta são finitos e não devem ser desperdiçados aleatoriamente, é a nossa obrigação oferecer métodos mais eficientes para gerar maiores impactos na redução de emissão de CO2 e consequentemente salvar o nosso precioso planeta. 

Você pode encontrar informações mais completas no documento do programa da GFT.

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