Como foi a experiência de colaboradores GFT no Agile Brazil 2019


Para celebrar a conquista do 2º Desafio Lean-Agile GFT Brasil, a equipe vencedora (Team GSP) foi convidada a participar do mais tradicional evento ágil do hemisfério sul, o Agile Brazil, que ocorreu entre os dias 11 e 13 de setembro em Belo Horizonte. Uma das integrantes do ‘Team GSP’, Simone Kunigami, que é Product Owner na GFT e que esteve no evento, nos concedeu uma entrevista sobre a participação e os seus aprendizados.

Como foi participar dessa edição do Agile Brazil?

Foi uma ótima experiência porque o evento contou com sessões muito boas. Keynotes de peso como Woody Zuill, pioneiro do Mob Programming, Paulo Caroli,  criador do Lean Inception, e Alistair Cockburn, que colaborou com a elaboração do Manifesto Agile e lançou o movimento Heart of Agile, estavam por lá.

Além deles, foi aberto um espaço para uma palestra da Carla Link, que pareceu não se encaixar à primeira vista, mas mostrou ter muito a ver com agilidade, por falar sobre a projeção da cidade do futuro e o que podemos aprender com os hackers urbanos.

Na GFT, falamos muito sobre continuous scale learning, um dos nossos pilares. Nesse sentido, quais foram os principais aprendizados?

Pudemos aprender muitos assuntos novos e também nos aprofundarmos em outros pontos que conhecíamos superficialmente. E o mais legal disso tudo é que ouvimos histórias de pessoas experientes. Isso acaba trazendo uma profunda reflexão, como “Que interessante, será que isso se encaixa no nosso projeto?” ou “Que legal, nós já usamos isso no projeto!” e ainda “Como podemos adaptar esse cenário à nossa realidade do dia a dia?”.

E quais os assuntos abordados ao longo do Agile Brazil?

A gama é muito variada, com atividades para todos os gostos e perfis. Para aqueles que preferem somente assistir e refletir, diversas palestras simultâneas são disponibilizadas. Já para aqueles que querem viver o tópico um pouquinho na prática, é possível participar de sessões mão na massa. Os que gostam de opiniões variadas e argumentações, podem participar dos debates, sem contar as sessões focadas no gerenciamento, business, qualidade, e outras categorias.

Que outro diferencial você encontrou no evento?

Foi possível fazer networking e conhecer muitas pessoas diferentes. Para quem está em busca de profissionais ou procurando novos desafios, é uma ótima oportunidade.

A organização do evento foi muito boa, com uma agenda cumprida à risca, e apesar de um curto tempo para perguntas após as palestras, os palestrantes se mostraram disponíveis para a troca de ideias e falar mais sobre os temas discutidos – o que é bem legal. Além disso, os estandes dos patrocinadores também apresentaram conteúdos muito interessantes.

Dentro de tudo que você viu no evento, como esse conhecimento pode ser inserido no seu dia-a-dia de trabalho na GFT?

Durante e após cada uma das sessões, refletíamos sobre como aquele tópico se encaixaria no dia-a-dia do nosso projeto. Alguns exemplos:

Na palestra sobre “Quality Gates”, percebemos que já utilizamos boa parte das práticas citadas para assegurar a qualidade das nossas entregas. Só não sabíamos que esse era o nome utilizado. Já no debate sobre “A Cultura do Herói”, percebemos isso pode ser muito prejudicial para uma equipe e para o projeto em si, pois cria-se uma pessoa que, apesar de saber tudo do projeto, acaba fazendo muitas horas extras e que abraça tudo para si, então se ela ficar doente ou entrar de férias, o projeto fica comprometido – além de prejudicar a qualidade de vida da pessoa. Conseguimos com isso confirmar então que estamos no caminho certo na nossa jornada de gestão de pessoas.

Também concluimos que há vários pontos que podemos estudar para melhorar nossas métricas durante a sessão de “Métricas em Times Ágeis: O essencial que você precisa saber mas não te contaram!”. Com apresentações como “Resgatando o Desenvolvimento do Software para o repertório do Agile Coach” e “Não existe fase de Teste”, estamos estudando como podemos melhorar e evoluir cada um dos papéis do nosso time: SM, PO, QA, Dev…

Enfim, o evento nos proporcionou diversos insights e também relatos de experiências que devemos ou não seguir. Já estamos trabalhando para difundir e aplicar esse conhecimento no nosso dia-a-dia.


Obrigada pela entrevista Simone!