“Não é sobre se preparar para ser um líder amanhã, é sobre ser líder hoje”


Estamos em um momento em que o mundo todo está falando sobre o empoderamento feminino. Na GFT, não somos diferentes. Entendemos a importância e a necessidade de se debater esse assunto, por isso compartilhamos a história de Caroline Dinorah Pestitschek com todos vocês.

A Carol é designer de User Experience (UX) na GFT Brasil, uma eterna estudante, viciada em viagens, amante de jogos e um exemplo de #girlpower que promove inúmeros projetos sociais na comunidade de tecnologia. Conheça a história da Carol na entrevista!

Você pode nos contar um pouco mais sobre você?

Quem sou eu? Identificadora e solucionadora de problemas, o que muitos chamam de UX Designer. Sou formada em Design Gráfico e Desenvolvimento de jogos e atuo como Designer há mais de 7 anos.

Me considero uma eterna estudante e gosto de aprender coisas aleatórias, como húngaro nas horas vagas, pois acredito que em algum momento da minha vida serão úteis.  Sou viciada em viajar – se minha vida fosse uma partida de WAR, diria que só falta a Oceania (Antártida, não conta, né?).

Como é a sua rotina de trabalho na GFT?

Eu não diria que é uma rotina, porque sou envolvida diariamente em novos projetos que fazem cada dia ser diferente do outro.

Em alguns projetos eu tenho a oportunidade de participar desde o momento inicial, auxiliando o cliente a identificar suas necessidades e objetivos. Em outros, vou para a execução direta de atividades já pré-definidas.

Além dos projetos, faz parte do meu dia a dia disseminar a cultura UX na empresa. Procuro processos que não estão diretamente associados à possível necessidade do UX para apresentar a diferença e vantagens que ele traria para o projeto/processo em questão.

Ficamos sabendo que você teve a oportunidade de ir à Organização das Nações Unidas (ONU). Como isso aconteceu?

Como eu tenho um papel bem ativo na comunidade, promovendo e participando de eventos de impacto social, tecnologia e afins, vi que em Nova York aconteceria um evento chamado Youth Assembly. Os projetos que eu desenvolvo são totalmente alinhados com esse evento, então, com a oportunidade em vista, decidi aplicar como delegate e tive a honra de ter sido selecionada.

Que projetos são esses?

Alguns dos projetos que eu promovo/atuo são:

– Empoderamento feminino na área de tecnologia (WomenTechmakers);

– Compartilhar conhecimento relacionado à tecnologia e ao  mercado com a comunidade (Google developers Group – GDG);

– Realizei um projeto relacionado à ODS12, no Egito;

– Projetos na área de educação (Instituto Ayrton Senna, Coventry University e Nasa);

Eu também participo de outras ações pontuais, atuando como mentora ou palestrante em eventos para comunidade, como no Sebrae, She’s Tech, DevFest, entre outros.

Conte para nós como foi o evento da ONU…

A 23ª Sessão da Assembleia da Juventude (Youth Assembly) abordou o tema “Empoderando os Jovens para o Desenvolvimento Global”. Ao longo da história, os jovens desempenharam papéis cruciais em liderar movimentos nacionais e globais que mudaram o mundo, apesar dos inúmeros desafios que enfrentam, como discriminação por idade, sub-representação, falta de recursos e desemprego.

Esta conferência teve como objetivo abordar essas lacunas e trabalhar para promover a inclusão da juventude em todos os grupos sociais e regionais no envolvimento e na resolução de desafios globais.

Neste ano, o evento não aconteceu completamente na ONU, como nos anos anteriores. Fomos para a New York University e dentro do cronograma estava agendada uma ida para a ONU.

O que você fez lá?

Foram abordadas Competências, Networking, Diálogo, Ideação e Impacto, a partir dos seguintes conceitos:

– Competências: descobrir novas ferramentas inovadoras, conhecimento, treinamento e recursos para ter sucesso em seus projetos;

– Redes: construir parcerias e motivação por meio da conexão com jovens líderes influentes, especialistas e profissionais em questões globais;

– Diálogo: juntar um diálogo intersetorial e multilateral sobre o desenvolvimento global e busca da justiça social;

– Ideação: co-criar e projetar soluções que impulsionem ações sustentáveis;

– Impacto: participar e engajar em novas iniciativas e oportunidades para trazer impacto real às comunidades locais e globais.

Como foi a experiência? E o que você mais gostou?

Foi uma experiência incrível poder compartilhar e também aprender com quem está fazendo a diferença no Brasil e lá fora (havia representação de mais de 100 países na conferência).

A Youth Assembly teve uma ênfase muito grande na questão: “Não é sobre se preparar para ser um líder amanhã, é sobre ser líder hoje”. A experiência da conferência não se resumiu apenas sobre talks e painéis de discussão, foi também sobre conhecer outros jovens que têm uma consciência social e estão buscando desenvolver uma sociedade melhor, o que para mim foi o mais importante.

Os dois assuntos abordados que mais me chamaram atenção foram a preocupação ativa sobre garantir a representatividade em cada detalhe/momento na ONU; e o ativismo social, quais são os papéis das pessoas que promovem ações e quais os efeitos culturais e sociais.

Que dica você daria a quem se interessa em participar dessas ações?

Primeiramente, ações relacionadas ao impacto social são esforços individuais visando um bem coletivo. Sugiro a quem tenha interesse que conheça a importância do movimento giveBackToCommunity e comece a desenvolver ações para a sua promoção.

Existe algum site que você usa de referência em seus projetos?

Sim, o WomenTechmakers.

Obrigada pela entrevista, Carol! Esperamos que mais mulheres inspiradoras como você sejam reconhecidas e continuem fazendo a diferença! #girlpower #MulheresDaGFT