Internet das Coisas – Padronização


Segundo a definição do dicionário Aurélio, “Padronização” é o ato de padronizar, o que, por sua vez, aponta para a unificação de padrões. Quando escrevi o primeiro texto sobre Internet das Coisas – Das Origens ao Futuro, a ideia era apresentar de forma clara e direta a origem e as principais características de um mercado potencial, estimado na casa dos bilhões de dólares.

Já o propósito do segundo texto Segurança da Informação no mundo da Internet das Coisas, foi exatamente complementar o primeiro, abordando e identificando as principais questões de segurança que envolvem este mercado, uma vez que, um mercado tão lucrativo, certamente atrai também pessoas e/ou entidades mal intencionadas.

Mas, quando falamos da interconexão de milhões de dispositivos através de uma rede de comunicação, precisamos pensar também nos padrões através dos quais todos estes dispositivos realmente poderão se comunicar e,  desta forma, gerar o esperado valor para as organizações, em conjunto com uma adequada segurança das informações.

Parece uma tarefa fácil? Nem tanto.

Apesar de os padrões de redes de comunicação já possuírem um alto grau de maturidade (em constante desenvolvimento), ainda não há uma padronização definida em termos de dispositivos. Encontramos aqui a necessidade da integração entre as organizações provedoras de Tecnologia e as organizações provedoras dos dispositivos que farão uso da Internet das Coisas.

Pensando nesta questão, os consórcios abaixo se uniram recentemente em uma aliança estratégica para troca de informações e colaboração técnica visando acelerar a entrega de uma estrutura arquitetural  de IoT para as indústrias:

  • Open Interconnect Consortium (OIC) – entidade sem fins lucrativos, fundada pelos principais players de tecnologia no mundo com o objetivo de definir os requisitos de conectividade e assegurar a interoperabilidade da Internet das Coisas.
  • Industrial Internet Consortiumfundado por AT&T, Cisco, GE, IBM e Intel em Março de 2014 e atualmente com 143 membros, com o objetivo de acelerar o desenvolvimento, adoção e utilização em larga escala de dispositivos e máquinas interconectadas.

Outras iniciativas em andamento incluem:

  • Projeto IoTivity que é uma estrutura de software de código aberto, com o intuito de atender as necessidades de implementação de sistemas e aplicativos para Internet das Coisas, através das especificações do OIC.
  • O Institute of Electrical and Electronics Engineers (IEEE) disponibilizou em sua página oficial uma lista com diversos padrões criados e mantidos pela entidade que tem relação direta com Internet das Coisas, entre os quais podemos observar o 802.3 Ethernet e o 802.11 para redes Wireless.
  • O Object Management Group (OMG) vêm trabalhando no desenvolvimento do DDS – Data Distribution Service, que é um protocolo para a Internet das coisas que permite a interoperabilidade de rede para máquinas conectadas, sistemas corporativos e dispositivos móveis.

Por fim, pode-se afirmar que, através de um eficiente processo global de padronização em complemento a rígidos aspectos de Segurança da Informação, os benefícios já amplamente conhecidos da Internet das Coisas firmam-se cada vez mais como uma realidade financeiramente vantajosa para as organizações  e que efetivamente pode ajudar a melhorar a vida das pessoas.