Finalistas CODE_n13 – Opara, o sistema online de controle e gerenciamento de produtos perecíveis


A startup brasileira Opara é a outra finalista brasileira que se classificou entre os 50 melhores projetos verdes do concurso internacional CODE_n, criado pelo Grupo GFT, que acontecerá no dia 5 de março em Hanover (Alemanha). A empresa terá seu próprio stand no pavilhão 16 da CeBIT onde poderá apresentar sua moderna plataforma para todo o público do evento além de brigar pelo prêmio máximo com os outros finalistas do concurso.

A empresa de Recife – PE criou um sistema online que permite controlar e gerenciar a produção de produtos perecíveis. Conversamos com Gustavo Monteiro, um dos fundadores e CEO da empresa, para nos contar detalhes sobre o projeto e as expectativas em participar do concurso CODE_n e da CeBIT.

A Opara é uma das 50 finalistas do concurso CODE_n13. Você pode explicar em que consiste a plataforma?

Gustavo Monteiro – CEO da Opara

O Opara é um sistema online que aumenta os níveis de controle e rastreabilidade da produção de frutas.  Nós somos uma plataforma que proporciona ao produtor de frutas uma visão global da safra, como por exemplo, quantos kilos de fruta ele colheu, e, destes, quantos foram embalados em caixas e vendidos para o comércio.

Como o sistema é online, o produtor pode acessar via tablet ou celular, a qualquer momento, e saber dados importantes de produção: quantidade de caixas embaladas, pallets formados e cargas despachadas.

Outro ponto importante é o fornecimento de documentos para exportação.  Para exportar, os produtores precisam fornecer uma série de documentos. O Opara, por sua vez, já possui todos os dados necessários para o preenchimento de cada um deles, de modo que o produtor pode acessá-los sempre que tiver necessidade.

No final da cadeia, o consumidor poderá consultar informações sobre aquela fruta, tais como a origem, o tipo e a data de colheita diretamente das gôndolas dos supermercados.

Como nasceu a Opara?

O Opara nasceu de uma necessidade real do mercado.  Nós submetemos o projeto a incubadora do Porto Digital depois de lermos um relatório do SEBRAE sobre os arranjos produtivos locais do Estado de Pernambuco.  Um deles é o mercado de frutas, e vimos que uma grande parcela dos fruticultores ainda gerem as suas fazendas de forma rudimentar.

Vimos que o mercado é enorme, tendo o Brasil como o terceiro maior produtor de frutas no mundo e decidimos investir no desenvolvimento da solução.

 

A partir de que necessidades ou conceitos vocês criaram a plataforma?

Antes de começarmos o projeto, ainda na fase de concepção da ideia, entrevistamos diversos produtores de fruta.  O que pudemos perceber foi que, grande parte dos produtores, gerenciavam as suas fazendas com base em anotações em papel, rascunhos ou, no melhor dos casos, planilhas eletrônicas.

Os gargalos e problemas de produção só ficavam um pouco mais evidentes quando a safra acabava, ou seja, apenas meses depois. Devido a falta de acompanhamento em tempo real, vários problemas deixavam de ser resolvidos por não serem visíveis aos produtores, acarretando em problemas na produção, desperdício de frutas e perdas financeiras.

 

Qual é seu modelo de negócio?

O Opara tem foco no médio e grande produtor. O nosso modelo de negócio é muito simples: nós implementamos o Opara como um SaaS, que é um software como um serviço, no qual o cliente não precisa pagar pela implementação ou adesão da solução.

No Opara o cliente paga de acordo com a quantidade de caixas de frutas que ele produz. Existem várias faixas de preço, a depender da produção, mas em média o valor é de 1 centavo por caixa de fruta gerenciada pelo Opara durante a safra vigente.

 

Como vocês conheceram o concurso CODE_n13 ? E quais são as expectativas ?

Conhecemos o CODE_n através do Startup Bootcamp em Dublin, Irlanda. Nós passamos uma temporada acelerando o nosso projeto lá e eles acabam divulgando para as startups várias competições. Uma delas foi o CODE_n, que nos chamou a atenção por ser mais voltada a nossa área de atuação.

A nossa expectativa é conseguir contatos comerciais e expandir a nossa atuação em outros países.

 

Quais as maiores dificuldades para uma startup no Brasil? E como você vê o mercado de soluções verdes/energias renováveis?

Eu vejo como dificuldade tudo que as outras empresas novas também encontram: falta de incentivo, carga tributária pesada e recursos escassos. Em relação ao nosso mercado de fruticultura, uma dificuldade é a quebra de paradigma na entrada da tecnologia no mercado, aumentando a adesão.

Acredito que como é cada vez mais comum a adoção de tecnologias, não só pelo barateamento mas também pelo estilo de vida, os produtores enxergarão mais claramente os benefícios. Em relação ao governo, a tendência é que rastreabilidade seja requerido obrigatoriamente por lei, como ja é feito em alguns países, de modo que a procura por uma solução do nosso tipo será mandatória.

 

A GFT deseja sorte e sucesso para a Opara no concurso CODE_n13. Esperamos que a CeBIT proporcione uma grande experiência empresarial para a empresa.

Caso você planeje visitar a CeBIT, não deixe de conhecer a Opara no stand D30_32 do pavilhão 16.